segunda-feira, 14 de julho de 2008

A raposa e o lenhador


Havia um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava quando caía a noite. Esse lenhador e sua esposa tinham um filho lindo de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando do seu filho. Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.

Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem, e portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome ela comeria a criança. O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais lhes faria isso.

Os vizinhos insistiam:
"Lenhador, abra os olhos! a raposa vai comer seu filho!!"
"Quando sentir fome, comerá seu filho!!"

Um dia o lenhador muito exausto do seu trabalho e muito cansado desses comentários - ao chegar em casa viu a raposa alegre como sempre e sua boca toda ensangüentada. O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa...

Ao entrar no quarto desesperado encontrou o seu filho no berço dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta...

O lenhador enterrou a raposa e o machado juntos.

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar, mas principalmente nunca tome decisões precipitadas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sempre quando leio ou escuto esse conto penso: Quantos amigs e quantos machados enterramos ao longo de nossas vidas,e quando estamos envolvidos numa conversa as vezes nem persebemos que ajudamos outros a enterra alguém, é por isso que devemos levar a sério as palavras do salmista “Põe deveras uma guarda à minha boca, ó Jeová; põe deveras uma sentinela sobre a porta dos meus lábios.”

Quem sou eu

Sou suspeito para falar de mim mesmo. Prefiro dizer que estou trabalhando para ter um bom nome.