Aprendi porque as pessoas morrem, mas posso dizer que o conhecimento que mais marcou não foi o sobre a morte e sim depois dela. Embora minha família não fosse muito religiosa no sentido de praticar um modo de adoração, lembro de ter aprendido alguma coisa sobre lugares para onde os mortos vão, a saber, céu para os bons e inferno para os maus. Agora entendo que isso não tem muito sentido por várias razões: Jeová é um Deus de amor (1Jo.4:8), a idéia de um inferno não é aprovada por ele (Jer.19:4), a Terra e não o céu foi criada para ser habitada pelos bons (Isa.45:18; Sal.37:11,29; Pro.2:20,21) e além de tudo isso nós “somos” e não “temos” uma alma e ela morre. – Gênesis 2:7; Ezequiel 18:4.Para reverter o efeito do pecado do primeiro casal, Jeová proveu um meio de equilibrar a balança da justiça: alguém perfeito e sem pecado deveria dar a vida em troca do que o perfeito Adão fez com a humanidade ao desobedecer no lindo jardim. (Rom.5:17; Êxo.21:23-25) Esse alguém perfeito não poderia ser um humano comum, pois todos eram nascidos com a marca do pecado, assim, veio do céu um filho especial de Deus que veio a ser conhecido como Jesus, o Cristo ou enviado. Ele foi a pessoa mais espetacular que já pisou na Terra e me prometeram ensinar mais ao seu respeito. Seu amor por todas as pessoas foi tal que até mesmo quem não o conheceu foi beneficiado, mas bilhões não foram por que não quiseram aceitá-lo. (Jo.3:16,36; Mat. 24:21,22.)
Será possível que a imperfeição não esteja mais matando ninguém? Como pode não haver mais ninguém envelhecendo nem ficando doente? Será verdade que esse rapaz à minha frente era realmente cego? Essa jovem tão bonita e cheia de vigor, foi paralítica por muitos anos mesmo? É o que eles dizem, e vejo veracidade em suas palavras.
-“Está impressionado com todas as informações que recebeu?”, perguntou aquele que me ensinava à base da Bíblia.
-“Muito! nem sei o que dizer”, respondi.
-“E o que dizer se os mortos voltassem à vida?”
-“Seria alegria demais rever quem amamos e que morreu”, respondi olhando para o céu azul. “Acho que choraria e sorriria ao mesmo tempo se reencontrasse meu pai...isso acontecerá quando?”
-“Deixa eu te mostrar uma coisa, acredito que vá gostar de ver...”, e foi até a estante cheia de livros.
Abrindo um livro em uma página que mostrava um local belíssimo, animais mansos, muito alimento e pessoas sorrindo, algumas chorando recebendo de braços abertos outras.
-“Espere!, eu conheço esse livro! É disso que ele fala? Da volta à vida daqueles que morreram?”
Olhei ao redor para aquelas pessoas que olhavam ternamente para mim, para a paisagem, para a moça que foi recebida com euforia e lágrimas e tudo começou a se encaixar.
-“Por favor amigos, por Jeová, como vim parar aqui? Está minha família em algum lugar ou somente eu estou tendo essa alegria?...
[Para entender melhor do que se trata, leia "Caminhando" desde a parte 1.]
Um comentário:
Com lágrimas nos olhos literalmente acabei de ler o post. Será deveras um momento maravilhoso rever nossos entes queridos falecidos, será maravilhoso ajudar muitas pessoas a saber sobre Jeová nessa época. Me senti como o personagem recebendo as informações e constatando a veracidade das coisas prometidas e concretizadas de um Deus que não pode mentir.
Abraços de seu amigo e irmão!
André
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