sexta-feira, 27 de junho de 2008

Caminhando - Parte 2


Cercado por tanta beleza embora nem esteja muito cansado, toda aquela harmonia me fez adormecer mas sem antes pensar onde estarão as pessoas. O sol matutino e a brisa refrescante me saúdam para um novo dia repleto de novas coisas onde certamente descobrirei que lugar é este. Improviso um desjejum à base de deliciosas frutas – algumas até desconhecidas para mim – mas pela beleza, aroma e maciez ao toque granjearam minha confiança, e, conforme imaginei eram de desmaiar de tão gostosas, sinceramente nunca tive tanta comida só para mim. Agora, barriginha cheia, parto em direção às respostas a ser respondidas para hoje, definitivamente não posso estar só. Enquanto caminho em direção às montanhas boquiaberto cada vez mais com o que vejo, recordo o tempo em que meu pai todo alegre porém com muito medo (da censura do governo) trouxe escondido um livro num idioma que não conhecíamos e por isso ficávamos horas somente olhando para os desenhos das bonitas paisagens, animais, muito alimento e pessoas sorrindo (tudo o que não tínhamos lá fora) imaginando o que será que diziam aquelas letras. Meu pai dizia que um dia levaria todos nós até esse lugar, que pena que o único dia que chegou foi o da sua partida. Seu sorriso calmo e olhar brilhante ficariam ainda mais radiantes se vissem o que eu vejo. Esse lugar é bem diferente da mina de carvão onde ele morreu, mas muito parecidos com o lugar dos nossos sonhos pintados no livro...
(Para entender melhor leia "Caminhando" desde a Parte-1)

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Quem sou eu

Sou suspeito para falar de mim mesmo. Prefiro dizer que estou trabalhando para ter um bom nome.