
Lendo um post do meu amigo Sal sobre tomadas, choques e experiências, passei a pensar em algo que não tem muito que ver com o que ele escreveu mas me fez lembrar do estudo de A Sentinela recente: “Só poderemos vencer se recorrermos a Jeová, que generosamente dá espírito santo aos que o pedem com sinceridade” .(§12; o grifo é meu). Embora algo seja abundante, não significa que esteja disponível indiscriminadamente para todos. Vou explicar melhor:
Quando estudamos a Palavra de Deus e aprendemos um pouco sobre a força ativa de Jeová, o seu espírito santo, ficamos admirados com tudo que ele foi e é capaz de fazer. De fato, não há nada impossível para Jeová, exceto mentir. (Gên.18:14; Mt.18:27; Tito 1:2.) É especialmente fortalecedor lembrar das palavras de Jesus encontradas em Lucas 11:13:
“...Portanto, se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais o Pai, no céu, dará espírito santo aos que lhe pedirem!”.
É só pedir para receber? Certamente que não! O “Ouvinte de oração” é também alguém que examina os corações e vê se as nossas petições são acompanhadas de atitude sincera e ações condizentes. (Sal.65:2; 1Sam.16:7.) Às vezes, como exemplo, percebemos que nos falta sabedoria ou coragem para tomar determinadas decisões. O que fazemos? Buscamos a orientação sábia do “Grandioso Instrutor” dispostos a aceitar qualquer que seja sua indicação de ‘este é o caminho, andai nele’? Ou será que nossa predisposição é diferente? – Isaías 30:20,21.
Fazemos bem em pensar na verdade encontrada em Tiago 1:6-8:
“Mas, persista ele em pedir com fé, em nada duvidando, pois quem duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida pelo vento e agitada. De fato, não suponha tal homem que há de receber algo de Jeová; ele é homem indeciso, instável em todos os seus caminhos.”
Aquele que pede precisa ter plena fé em Deus e no Filho dele, bem como na disposição deles de prover o necessário, e não deve ter outras idéias exceto pensar nos interesses da fé cristã e dos propósitos de Deus. Não deve orar pedindo uma coisa, e “meio” querendo outra coisa. Sua oração deve vir do fundo do coração. Senão, ele é semelhante à onda do mar, que vai e vem, sobe e desce. Cada vento — cada influência externa, cada temor — o faz mudar de idéia.
O texto fala de um “homem indeciso”, literalmente do grego “de alma dúplice”. Tal homem tenta ir em duas direções ao mesmo tempo, dividido entre algo do mundo e as coisas de Deus; ou é influenciado por coisas alheias à Palavra de Deus, tendo primeiro uma opinião, e depois, outra. (Mt.6:24.) Talvez até mesmo hesite em falar sobre o assunto a Deus. Num instante está entusiasmado, e no outro, desanimado. Não é assim apenas no assunto de oração, mas também em outras coisas relacionadas com a fé. Não é testemunha constante e fidedigna de Jeová. Ao contrário, as Escrituras dizem: “Sem fé é impossível agradar-lhe [a Deus] bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam.” — Hebreus 11:6.
Precisamos realmente demonstrar sinceridade na nossa forma de adoração. Jeová não se agrada de uma atitude pró-forma nem palavras bonitas só com o objetivo de impressionar, isso não funciona com ele, ou somos ou não somos servos leais, ou estamos do seu lado ou estamos contra ele. Temos de estar completamente com Jeová para que ele esteja da mesma forma conosco. – 2 Samuel 22:26.
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